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ANO VELHO

            À semelhança dos últimos momentos no corpo agonizante, quando desfilam na tela mental as recordações de toda a vida, os derradeiros dias do ano que acaba constituem ocasião propícia para que analises tuas aquisições no campo da evolução espiritual.

            O resultado nem sempre é favorável, pois as imperfeições ainda prevalecem, mas importa saber quanto esforço dedicaste à renovação íntima.

. . .

O orgulho ainda te seduz.

Entretanto, conseguiste ser humilde mais vezes?

O Egoísmo ainda te domina.

Contudo, exercitaste a caridade com mais frequência?

A inveja ainda te acompanha.

No entanto, aceitaste mais o sucesso alheio?

A mágoa ainda te persegue.

Todavia, perdoaste com mais facilidade?

A intolerância ainda te consome.

Entretanto, seguiste a indulgência mais de perto?

A discórdia ainda te desequilibra.

Contudo, semeaste a paz com mais constância?

A cólera ainda te perturba.

No entanto, pudeste manter a calma por mais tempo?

O ódio ainda te subjuga.

Todavia, acumulaste um pouco mais de amor?

. . .

            O balancete anual da conduta perante as leis divinas tem a dimensão do exame de consciência, para que avalies a sinceridade de teu propósito renovador.

            O Ano Novo é a promessa de mais avanços no território da alma, mas o Ano Velho é o registro indelével daquilo que realmente fizeste em termos de progresso espiritual.

            Valoriza, pois, as horas, enquanto permaneces atado aos compromissos da reencarnação, realizando o trabalho digno e aprimorando as qualidades interiores, na certeza de que tem imenso proveito qualquer iniciativa de trilhar o caminho do bem.

            A mudança de ano na Terra significa o passar do tempo, não depende de ti, requer simplesmente a troca da folhinha.

            Entretanto, a passagem para o mundo espiritual, serena ou atribulada, tem tudo a ver contigo, porque o calendário da evolução é permanente e te acompanha na jornada eterna, revelando, ao final de cada experiência no corpo físico, se cumpriste corretamente os desígnios de Deus ou se apenas brincaste de viver.

Fonte: livro “Vivendo o Evangelho – vol. II – André Luiz