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FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

 

Ainda que eu fale as línguas dos homens e a até mesmo a língua dos anjos, se eu não tiver caridade, sou apenas como um metal que soa e um sino que tine; e ainda que tivesse o dom da profecia, e penetrasse em todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; e se tivesse toda a fé possível, capaz de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada serei. E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, tudo isso de nada me servirá.

A caridade é paciente, é doce e benigna; a caridade não é invejosa, não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho, não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se vangloria e não se irrita com nada; não suspeita mal, não se alegra com a injustição, e sim com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera e tudo sofre.

Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas entre elas, a mais excelente é a caridade. (Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)

 

Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu. Na Terra, porque à sombra dessa bandeira viverão em paz; no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graças diante do Senhor. Esse símbolo é a luz celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem do que este ensinamento moral de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, pois ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a compreender-lhe o profundo significado e suas consequências, e nela procurar, por vós mesmos, as suas aplicações. Deixai que a caridade governe todas as vossas ações e vossa consciência responderá; ela não só evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porque não basta uma virtude passiva, é preciso uma virtude ativa. Para fazer o bem, é preciso sempre a ação da vontade; para não fazer o mal, basta frequentemente o não fazer nada e a indiferença.

Meus amigos, agradecei a Deus que vos permitiu desfrutar da luz do Espiritismo. Não é porque só os que a possuem podem salvar-se, mas porque, ao vos ajudar melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela faz de vós melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, ao vos observar, sejam induzidos a reconhecer que o verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, pois todos aqueles que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.

 

Paulo, Apóstolo – Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. XV, itens 6 e 10