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Felicidade

            é um conjunto de virtudes vividas pela alma em qualquer lugar em que estiver, ou for chamada a viver.

Felicidade

            é a alegria pura e permanente do Espírito, sem os trovões das gargalhadas, muito comuns nas áreas das paixões inferiores.

Felicidade

            é a bem-aventurança assegurada pelo amor, como sendo síntese de qualidades espirituais abençoadas por Deus e conquistadas pelo trabalho interno do Espírito.

Felicidade

            é a glória imperturbável da consciência em todos os sentidos. A alma feliz torna-se um sol, de modo que o sol físico se faz como pálida imagem do Espírito feliz.

Felicidade

            é a doação constante a tudo e a todos, buscando entender a posição de cada um, sem especular os companheiros, por sermos todos irmãos, filhos do mesmo Deus de bondade e de amor.

Ser feliz

            é consorciar seus valores imortais, no maior bem da vida – Deus – em quem se encontram matizadas todas as luzes que o universo pode comportar, e ainda muito mais do que podemos perceber.

Felicidade

            é paz, é amor, é perdão, é tranquilidade, é justiça, é alegria, é equilíbrio, é benevolência, é caridade. É a alma em Deus, e Deus sendo reconhecido dentro de cada alma. No entanto, a felicidade tem uma rota definida, que o santo conhece e os sábios não ignoram, e os místicos sabem por onde trilhar para encontrá-la. Não se conquista de uma só vez, pois ela é filha dos bilhões de anos no exercício de viver. Ela pede que ativemos corpos e mais corpos, vidas e mais vidas, esforços e mais esforços no bem comum; ela pede amor e mais amor, trabalhos de todas as naturezas, onde o bem se mostre em todas as suas modalidades de servir.

Felicidade

            é a gratidão a Deus por Seus feitos de segundo a segundo.

Ser feliz

            é ser justo, de maneira que a harmonia não falte ao ritmo do amor.

Ser feliz

            é amar, nas linhas que a caridade se mostre sem o barulho a que se acostumaram os homens nas doações passageiras.

Ser feliz

            é não violentar a natureza em todos os seus aspectos, objetivando viver em paz com todos os reinos da Terra.

Ser feliz

            é perdoar, de maneira a esquecer as ofensas, e fazer amigos pela palavra, pela ação, pelos gestos e pela vida.

Ser feliz

            é cumprir os deveres, pelas promessas assumidas no registro da consciência.

Ser feliz

            é deixar que o coração pulse sem discórdia e sem maldade.

Ser feliz

            é encontrar o céu dentro do coração, de modo que ele banhe a consciência com os esplendores da alma em plena harmonia com Deus.

Ser feliz

            é ceder ante os convites dos testemunhos, desde quando com isso se dê cooperação para melhorar o companheiro em caminho.

Ser feliz

            é ver e sentir a felicidade dos outros.

Ser feliz

            é conhecer o Poder Central da vida como doador universal e obedecer-lhe, entendendo a sua função de filho, de criatura.

Ser feliz

            é ouvir a voz de Nosso Senhor Jesus Cristo todos os dias e chama-Lo; ser seu ouvinte de todos os momentos, de modo a avaliar a sua própria vida.

Ser feliz

            é não temer tudo aquilo que acontecer, tirando dos acontecimentos as lições imortais para a paz interior.

Ser feliz

            é liberar de segundo a segundo vibrações do seu ser, que levem harmonia em todas as direções do Universo para todos os seres e todas as coisas.

Ser feliz

            é viver em Cristo, para sentir Deus no centro da vida, como o sol da própria vida universal.

Ser feliz

            é respeitar a Divindade, da matéria primitiva ao reino dos anjos, tornando-se um deles, na plenitude do amor.

            Assim poderemos dizer:

            Somos Felizes!

 

            Eis aí os horizontes da vida!

 

Livro Horizontes da Vida, cap. 60, Miramez, psicografado por João Nunes Maia